Finalmente os gémeos nasceram! Foi ontem, 4 de Setembro, que o Artur, às 16h18m e com 3,180 kgs e a Rosa às 16h20m e com 2,450 kgs chegaram. As informações das horas e pesos foram-me dados por telemóvel, por isso pode ser que hajam diferenças a corrigir. Bem vindos sejam!
***************************************
Rosa and Artur were born yesterday, the 4th of September, around 16h18 (Artur) and
16h20 (Rosa). They are both healthy and happy to join the Somsen Family!!!!
Beta
sábado, 5 de setembro de 2009
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Paulo - 50 anos

Zé disse:
Pai querido meu amor quero dar presentes meu amor
Afonso disse:
de vez em quando , és chato, de vez em quando és porreiro, mas a toda a hora, és o meu pai, e eu adoro-te
João disse:
"Lembras-te do prince of persia viciar?
e de me arranjares o meu primeiro trabalhinho?
agora os 50 anos estás a festejar,
PARABÉNS PADRINHO!"
Laura disse:
Pai, sempre me acompanhas-te, sempre me ajudas-te, sempre me deste aqueles miminhos que nem toda a gente dá...
Em primeiro lugar criaste-me, tives-te toda a paciência para todas as minhas birras impossíveis, já me salvas-te a vida, já me apoias-te numa operação... Que mais posso pedir que faças por mim? Eu sempre farei tudo no máximo para ti, mesmo que seja uma coisa practicamente impossivel!
Espero que não te tenhas arrependido de me fazer tudo isso, porque eu sinto-me completamente grata por ser tua filha...
Adoro-te!!!
Amália mandou:

Sofia disse:
Desde sempre que achei que devia ser uma pessoa importante e marcante na tua vida…. Costumam dizer que à 3ª é que é de vez… mas eu preferi que fosse à 2ª. Tentei nascer no teu dia de anos mas infelizmente já estava apertada de mais e lá vim 10 dias antes… Mas não podia deixar de marcar a tua vida por isso tive que nascer no dia 4! Ah pois!!! Tinha que ser num dia especial para ti… e mazinha como sou obriguei a minha mãe a ficar na maternidade em vez de ir festejar e comer à grande e à francesa no teu casamento!
Pois é… já lá vão 50 anos de vida, 20 de casamento e 20 a aturar-me! São muitos tios mas tu tens o teu quê de importância – és o único que sei quantos anos de casamento tem! Já viste? Maravilha! Eheheh
Espero que tenhas sido muito feliz até aqui e que o sejas por muitos mais anos!
Beijoca da sobrinha de quem nunca esquecerás a idade e dia de anos =)
Miguel disse:
AO PIRATA PAULO SOMSEN
Ao longo desta minha vida de eterno pós-adolescente, segui as pisadas do Paulo como um patinho recém-nascido segue a mãe, sem conhecimento de risco e armadilhas inerentes à vertigem da vida.
A aventura de o seguir para os maus caminhos foi enorme, e sempre preferível ao tédio, como provam as experiências inesquecíveis de ver os 120 Dias de Sodoma e Gomorra de Pasolini no Quarteto aos 12 anos (tratava-se de um filme light em que padres abusavam sexualmente de crianças), ou a iniciativa empresarial de gravar cassetes piratas com as melhores bandas do mundo para vender ao pessoal que semanalmente preenchia os Pregões e Declarações do Blitz (e eles compravam!).
O maior erro da minha vida? Seguir o Paulo até ao Instituto Superior Técnico, onde uma rádio pirata (a R.U.T., Rádio Universidade Tejo) dava os seus primeiros passos. Se eu não tivesse entrado nesse projecto visionário, feito para monarcas de castelos na areia, teria decerto hoje uma vida mais católica e equilibrada, como a nossa avó tanto desejava. E provavelmente nem teria barriga – ou a barriga cheia de tanto viver.
Por isso, se pudesse repetir, ou voltar atrás, preferia sempre seguir o Paulo pelos maus caminhos. Porque só os sábios, os atrevidos e os piratas nos podem dar a conhecer os atalhos da felicidade.
Ana disse:
Que tudo se passa a correr, já sabemos, quando jovens; como tudo se passa a correr, só sabemos com a idade.
Fred disse:
Lembro-me perfeitamente como se fosse ontem. Estávamos em 1979, e o Paulo chama-me ao quarto dele para me mostrar, as escondidas, algo que tinha comprado. Parecia algo muito secreto e proibitivo... Afinal era o álbum duplo dos Clash "London Calling". Era extremamente difícil conseguir discos tão novos nessa altura em Portugal (o álbum saiu em 1979, e era raro as edições de um ano chegarem nesse mesmo ano ao nosso país), por isso calculo que o tenha comprado no único local onde era possível adquirir importações - a discoteca do Carmo (a que o Paulo chamava "Os Freaks"). Claro que o preço deve ter sido uma barbaridade, e por essa razão disse-me, antes de eu sair do quarto, "Não digas nada a Mã".
Eu tinha apenas 14 anos, e estava a começar a gostar também de alguma música muito por influência dele (tinha comprado no Verão desse ano os meus dois primeiros discos - Police "Regatta De Blanc" e Ramones "It's Alive"), mas esse final de ano foi marcante para mim, com edições de discos como esse dos Clash, Joy Division, e também as famosas cassetes que o Govert Visser mandava ao Paulo.
Obviamente, tenho esse "London Calling" na minha colecção, e talvez até demais: duas versões em CD (a dos 25 anos, e a japonesa), e uma em LP (a original).
Foram tempos intensos, e nunca os esquecerei.
Graciete disse:
Neste dia tão importante quero desejar, cada segundo de sua vida, signifique um ano e que cada ano signifique uma eternidade de amor. Muitas felicidades
Beta disse:
Tive o privilégio de ser a que te conheço desde que nasceste. Para além, claro, do nosso pai. Por isso, conheço-te desde há 50 anos. E 50 anos é muito tempo. Tivemos as nossas brigas de miúdos, mas felizmente, em adultos, nunca as tivemos. Tens um lugar grande no meu coração. És o Paínho, o menino que tinha “duas boínhas, uma do Paínho e outra da badadida”, o trapalhão da linguagem quando criança, o que gostava de me picar para eu me enfurecer. O que organizava a venda dos refrescos e que punha os outros a vender por ele. Esperto! Um dos “meus meninos”. Beijinhos e, como dizia o outro, “faz o favor de ser feliz!”
Arie disse:
O espírito de iniciativa do Paulo não tinha limites quando era mais novo. Não quero dizer que este espírito lhe esteja a faltar, mas de qualquer forma sempre soube muito bem pôr os outros a trabalhar.
Na Medrosa, de verão, teve a ideia de montar o negócio de venda de refrigerantes à malta que passava, cheia de sede depois de um dia de praia, em caminho da estação de Oeiras. A água, o açúcar e os envelopes de TANG eram tiradas da despensa. O gelo do frigorífico, e assim montou uma mesinha com uma cadeirinha, a espera ao portão da casa, de clientes com sede.
Mas ficar à espera não era com ele. Assim, trespassou o negócio para o irmão mais novo, mas não sei se lhe pagava alguma coisa das receitas que iam caindo e que lhe dava depois possibilidades de comprar coisas que com a “semanada” que a mãe lhe dava, ele não podia pagar.
Pieter disse:
Quando a minha irmã mais velha propôs a toda a família, que escrevessemos umas palavras sobre o Paulo devido ao seu 50º aniversário, a ideia não foi muito bem recebida por mim, já que tudo me pareceu um género de obituário, daquelas coisas que dizemos ou escrevemos quando uma pessoa falece. Como tal, achei por bem não escrever nada, apesar de não devermos contrariar a irmã mais velha. Também é um facto que não tenho nenhum termo ou situação que possa descrever ou representar o que significa o Paulo para mim, como não o tenho para qualquer outro dos meus irmãos. Todos têm muito valor. É verdade que muita da minha juventude foi passada com o Paulo, e lembro-me particularmente das viagens que fazíamos juntos à Holanda, quando ele tentava ver-se livre deste irmão mais novo, e eu o fazia passar vergonhas na casa dos avós.
Após alguns dias a pensar nesta proposta da Beta ( não estamos de acordo mas sempre vamos pensando no assunto ), concluí que de facto devemos dizer às pessoas aquilo que sentimos por elas em vida. Não consigo dizer nada em particular sobre o Paulo, como não consigo dizer sobre qualquer um dos meus irmãos. Todos são diferentes, com feitios muito díspares, mas qualquer um deles é muito especial. Não me imagino a viver sem qualquer um deles, mesmo que os nossos contactos não sejam assim tão assíduos, no entanto sei que basta um sinal para que qualquer um deles venha em nosso auxílio. É isto que eu acho que personaliza a nossa família, e para mim é um privilégio ter estes irmãos todos. Qualquer um deles. Sei que posso contar com todos. Por isso Paulo, aquilo que eu te digo, digo a todos os outros: obrigado por seres meu irmão. Amo-te muito.
Dina disse:
O meu maninho mais velho
São várias as recordações que tenho dele enquanto miúda, mas com 10 anos de diferença, de sexos diferentes, as recordações são maioritariamente carregadas de afectos negativos, na altura. O Paulo era (e é) o meu irmão mais velho e claro, eu só queria a sua admiração. Por isso, sei que fazia muitas coisas para que ele me considerasse como alguém.... quanto mais queremos fazer o bem, muitas vezes fazemos o contrário, e claro, era o que acontecia. Ele a chamar-me miúda e eu a ficar triste. Mas fui crescendo, aproveitando os seus conhecimentos musicais e conseguindo, por vezes, chegar até ele por essa via (lembro-me de ter usado a sua aparellhagem e a ter estragado e ele ter ficado tão chateado que me obrigou ir arranjá-la, o que implicava para uma miúda de 13/14 anos ter de ir de Oeiras a Almada sozinha para levar a aparelhagem a arranjar. Mas fui e mostrei-lhe que era capaz).
A grande ligação entre nós sinto que aconteceu após a morte da nossa mãe (apesar de me lembrar muito bem quando ele me contou que estava apaixonado pela Sandra, e eu senti-me grande, o meu irmão contava-me os seus segredos....). A vida estava numa fase complicada para todos nós, com a perda da nossa mãe. Paralelamente, eu estava desempregada. O Paulo, nessa altura deu-me a mão oferecendo-me emprego que me ajudou a ocupar o tempo e a ganhar um dinheirinho (bem bom). Foram 10 anos de mãos dadas. Graças a ele pude continuar a sonhar e a investir na minha área de eleição, trabalhando, estudando e sempre com ele funcionando como a minha base segura, ou seja, aquela pessoa que mostrou que acreditava em mim e que sempre me impulsionou para eu procurar mais do que aquilo que estava a fazer. Adorei trabalhar com ele, adorei conhecer o meu irmão mais velho, sendo ambos adultos. Apoiámo-nos, ajudámo-nos e ligámo-nos. O meu maninho mais velho continua a ser o meu maninho mais velho e eu admiro-te muito maninho de 50 anos. És muito especial para mim e graças a ti aprendi que era capaz de fazer muitas coisas, porque mesmo achando que não, estavas sempre ao meu lado a picar e é isso, às vezes, que nos faz crecer. Ah, e não me posso esquecer, foste tu que me apresentaste o meu namorado.... pois é, vês como és importante? ADORO-TE MUITO.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Um ano
Faz hoje um ano que criei este blog. Por acaso fui agora ver o que tinha escrito há um ano, por ter ideia de no aniversário da Sofia já existir e descobri que foi mesmo no dia de anos dela que o criei.
Entretanto já se passou muita coisa, como podem ver pelo que aqui se tem escrito.
Uma das coisas que não se vê, nem nunca foi escrito, porque o Fred se tinha comprometido a fazê-lo, mas não fez, foi a dos gémeos do Fred e da Filipa, que lá para o próximo mês devem "aparecer" por aqui. Estão neste momento com cerca de 30 semanas, o Artur com 2,250 kgs e a Rosa com 1,750 kgs, a prepararem-se para começar a moer o juízo ao irmão, coitado!
Os pais e o Henrique gozam neste momento umas merecidas férias em Portugal para criarem forças para o ano que se avizinha bem trabalhoso. Mas tudo se há-de superar, havendo saúde, que remédio!
Hoje a Sofia faz 20 anos e não podia deixar de escrever também sobre isso.
Hoje o Paulo e Sandra comemoram também 20 anos de casados. Estamos todos de parabéns.
As férias andam por aí e quase todos começam ou acabam os seus passeios de suposto descanso.
Parte do grupo excursionista “Donnez les mannez” partirá para umas curtas férias, por terras do Marvão e Castelo de Vide, onde seguirá desfalcado de metade, mas reunindo-se aos restantes membros, em Ovar. Depois contarei as aventuras usuais das nossas férias.
Boas férias a todos!
Entretanto já se passou muita coisa, como podem ver pelo que aqui se tem escrito.
Uma das coisas que não se vê, nem nunca foi escrito, porque o Fred se tinha comprometido a fazê-lo, mas não fez, foi a dos gémeos do Fred e da Filipa, que lá para o próximo mês devem "aparecer" por aqui. Estão neste momento com cerca de 30 semanas, o Artur com 2,250 kgs e a Rosa com 1,750 kgs, a prepararem-se para começar a moer o juízo ao irmão, coitado!
Os pais e o Henrique gozam neste momento umas merecidas férias em Portugal para criarem forças para o ano que se avizinha bem trabalhoso. Mas tudo se há-de superar, havendo saúde, que remédio!
Hoje a Sofia faz 20 anos e não podia deixar de escrever também sobre isso.
Hoje o Paulo e Sandra comemoram também 20 anos de casados. Estamos todos de parabéns.
As férias andam por aí e quase todos começam ou acabam os seus passeios de suposto descanso.
Parte do grupo excursionista “Donnez les mannez” partirá para umas curtas férias, por terras do Marvão e Castelo de Vide, onde seguirá desfalcado de metade, mas reunindo-se aos restantes membros, em Ovar. Depois contarei as aventuras usuais das nossas férias.
Boas férias a todos!
quinta-feira, 16 de julho de 2009
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Migalhinhas
Esta noite sonhei com ele. Deve ter sido porque fez ontem anos e não lhe pude dar um beijinho. Mas quando sonhei ele era ainda pequenino, devia ter uns dois anitos e corria com aquela franjinha fininha a saltitar-lhe sobre a testa. Parecia um periquito como dizia o Orlando, não sei bem porquê.
Infelizmente, não me lembro de quando ele nasceu. Só me lembro da Dina, provavelmente por eu ser mais velha nessa altura e o facto de ser menina ter tido tanto significado para mim. Mas lembro-me muito bem dele, de me parecer um pardalito abandonado no meio de tanta criança. Sempre foi aquilo que o meu Migalhinhas me pareceu. E, no entanto, cresceu e cresceu bem. Fez-se homem e escreve como eu gostaria de escrever.
Quando o Fred nasceu, eu pedi à Mã para ele “ser o meu filho, porque ela já tinha muitos”. Serviu-me de emenda, porque quando o Miguel nasceu já não pedi. Não era (ainda) para mim, a altura de ter de acordar de noite (se bem que acordasse quando eles choravam), de dar banho, de pegar neles (o Fred era tão pesado que eu nem sequer conseguia), de mudar fraldas. Provavelmente por isso, quando o Miguel nasceu, a Ana olhou mais por ele do que eu. Ela tinha a idade que eu tinha quando nasceu o Fred e por isso compreende-se.
Tive pena de acompanhar pouco o crescimento dos meus irmãos mais novos, a adolescência deles. Eles eram os “3 mais novos” e nós, os “4 mais velhos”.
Ainda hoje são os meus “pequeninos”, apesar de serem maiores que eu (a Dina não!).
Mas todos têm lugar no meu coração e por isso, apesar de atrasada um dia, não quero deixar de dar os meus Parabéns ao Miguel, o meu sempre Migalhinhas!
Um beijo
Beta
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Dina

Faz hoje precisamente 40 anos e lembro-me tão bem, tão bem, como se só tivessem passado alguns minutos.
Devia ser perto da uma da manhã quando o Pai me foi acordar a dar a novidade: “Bettina, Bettina, é uma menina e correu tudo bem!”. Sorri para dentro, satisfeita por ser mesmo uma menina como eu tanto queria, e voltei a adormecer.
Lembro-me também de ter pensado logo no bacio cor-de-rosa que estava dentro do meu roupeiro à espera da menina e que tinha servido para, no Carnaval, servir a mousse de chocolate. Tinha umas florinhas pequeninas em volta.
Uns meses antes, em Dezembro, pelo Sinterklaas, os pais tinham-nos dito que a prenda dessa vez vinha mais tarde, só lá para o Verão. E eu, com dez anos apenas, fiz as contas e comecei logo aos saltos e a dizer “É um bebé! É um bebé!” Como se um bebé fosse uma grande novidade naquela casa sempre tão cheia deles. Mas foi o último da nossa geração.
E a minha Menina faz hoje 40 anos. E parece que foi ontem! Parabéns!
Parabéns também à Manuela, claro! Não me podia esquecer dela nunca, faz anos no mesmo dia!
quinta-feira, 28 de maio de 2009
21 de Maio de 2009
Pois foi, mais um aniversário se passou. Por acaso lembro-me de alguns deles, mas foram os poucos que ficaram na minha memória.
Claro que me lembro bem das festas de anos de infância, na minha primeira década de vida, em que o avô andava de máquina de filmar para aproveitar todos os ângulos possíveis e imaginários dos netos que brincavam no quintal da Medrosa. Da presença constante da Ana Cristina, a mais famosa ruiva de Oeiras, que sempre me acompanhou nesses aniversários. Passaram-se muitos anos, mas agora sempre nos vamos mantendo em contacto, o que já não é mau.
Lembro-me de ter feito 10 anos, de ter usado um vestido cor-de-rosa velho que muito gostava, de ter ido à Rua Nova do Almada, ao Marc Lenoir (era, não era?) tirar uma foto (vou ver se a encontro para pôr aqui)…
Lembro-me de ter feito 14 anos, de ter estreado um vestido branco com bolas azuis (a mã tinha o vestido azul com bolas brancas, e como me deu a escolher o tecido, preferi o branco) feito pela Rute. Lembro-me porque foi domingo, porque o Pieter fez a primeira comunhão, ele estava todo orgulhoso no seu papel. Lembro-me porque também tenho a foto com o dito vestido.

Lembro-me de ter feito 27 anos. Lembro-me de estar na minha casa na Figueirinha, casada, com um fato rosa salmão. Tinha sido operada esse mês e tinha deixado de fumar. Lembro-me porque o Fred me tirou uma foto sentada no chão. Lembro-me porque tenho a foto.
Lembro-me de ter feito 46 anos, em 2004, lembro-me porque recebi um relógio das minhas colegas de trabalho. Mas lembro-me também por causa da doença do João Pedro, filho da Alda. De ela ter ido embora sem lanchar connosco, porque ele não estava melhor e queria ir com ele ao Hospital.
E depois, lembro-me de ter feito 50, tenho esse dia na memória porque foi uma festa especial, quase só organizada pela Sofia. E também me lembro por ter sido o ano passado. Não tenho fotos.
Para o ano, lembrar-me-ei deste aniversário, porque estou a escrever sobre ele, claro.
Não trabalhei, fui ao cabeleireiro, estive em casa quase todo o dia sozinha. Jantámos no Zé Varunca os quatro, ou melhor a “minha” família especial, e depois de jantar tive algumas pessoas para comerem bolo lá em casa. Fomos poucos, menos do que é habitual, mas bons!
Pró ano espero que estejam mais presentes!
Beta
Claro que me lembro bem das festas de anos de infância, na minha primeira década de vida, em que o avô andava de máquina de filmar para aproveitar todos os ângulos possíveis e imaginários dos netos que brincavam no quintal da Medrosa. Da presença constante da Ana Cristina, a mais famosa ruiva de Oeiras, que sempre me acompanhou nesses aniversários. Passaram-se muitos anos, mas agora sempre nos vamos mantendo em contacto, o que já não é mau.
Lembro-me de ter feito 10 anos, de ter usado um vestido cor-de-rosa velho que muito gostava, de ter ido à Rua Nova do Almada, ao Marc Lenoir (era, não era?) tirar uma foto (vou ver se a encontro para pôr aqui)…

Lembro-me de ter feito 14 anos, de ter estreado um vestido branco com bolas azuis (a mã tinha o vestido azul com bolas brancas, e como me deu a escolher o tecido, preferi o branco) feito pela Rute. Lembro-me porque foi domingo, porque o Pieter fez a primeira comunhão, ele estava todo orgulhoso no seu papel. Lembro-me porque também tenho a foto com o dito vestido.

Lembro-me de ter feito 27 anos. Lembro-me de estar na minha casa na Figueirinha, casada, com um fato rosa salmão. Tinha sido operada esse mês e tinha deixado de fumar. Lembro-me porque o Fred me tirou uma foto sentada no chão. Lembro-me porque tenho a foto.
Lembro-me de ter feito 46 anos, em 2004, lembro-me porque recebi um relógio das minhas colegas de trabalho. Mas lembro-me também por causa da doença do João Pedro, filho da Alda. De ela ter ido embora sem lanchar connosco, porque ele não estava melhor e queria ir com ele ao Hospital.
E depois, lembro-me de ter feito 50, tenho esse dia na memória porque foi uma festa especial, quase só organizada pela Sofia. E também me lembro por ter sido o ano passado. Não tenho fotos.
Para o ano, lembrar-me-ei deste aniversário, porque estou a escrever sobre ele, claro.
Não trabalhei, fui ao cabeleireiro, estive em casa quase todo o dia sozinha. Jantámos no Zé Varunca os quatro, ou melhor a “minha” família especial, e depois de jantar tive algumas pessoas para comerem bolo lá em casa. Fomos poucos, menos do que é habitual, mas bons!
Pró ano espero que estejam mais presentes!
Beta
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