quinta-feira, 28 de maio de 2009

21 de Maio de 2009

Pois foi, mais um aniversário se passou. Por acaso lembro-me de alguns deles, mas foram os poucos que ficaram na minha memória.

Claro que me lembro bem das festas de anos de infância, na minha primeira década de vida, em que o avô andava de máquina de filmar para aproveitar todos os ângulos possíveis e imaginários dos netos que brincavam no quintal da Medrosa. Da presença constante da Ana Cristina, a mais famosa ruiva de Oeiras, que sempre me acompanhou nesses aniversários. Passaram-se muitos anos, mas agora sempre nos vamos mantendo em contacto, o que já não é mau.

Lembro-me de ter feito 10 anos, de ter usado um vestido cor-de-rosa velho que muito gostava, de ter ido à Rua Nova do Almada, ao Marc Lenoir (era, não era?) tirar uma foto (vou ver se a encontro para pôr aqui)…


Lembro-me de ter feito 14 anos, de ter estreado um vestido branco com bolas azuis (a mã tinha o vestido azul com bolas brancas, e como me deu a escolher o tecido, preferi o branco) feito pela Rute. Lembro-me porque foi domingo, porque o Pieter fez a primeira comunhão, ele estava todo orgulhoso no seu papel. Lembro-me porque também tenho a foto com o dito vestido.


Lembro-me de ter feito 27 anos. Lembro-me de estar na minha casa na Figueirinha, casada, com um fato rosa salmão. Tinha sido operada esse mês e tinha deixado de fumar. Lembro-me porque o Fred me tirou uma foto sentada no chão. Lembro-me porque tenho a foto.

Lembro-me de ter feito 46 anos, em 2004, lembro-me porque recebi um relógio das minhas colegas de trabalho. Mas lembro-me também por causa da doença do João Pedro, filho da Alda. De ela ter ido embora sem lanchar connosco, porque ele não estava melhor e queria ir com ele ao Hospital.

E depois, lembro-me de ter feito 50, tenho esse dia na memória porque foi uma festa especial, quase só organizada pela Sofia. E também me lembro por ter sido o ano passado. Não tenho fotos.

Para o ano, lembrar-me-ei deste aniversário, porque estou a escrever sobre ele, claro.

Não trabalhei, fui ao cabeleireiro, estive em casa quase todo o dia sozinha. Jantámos no Zé Varunca os quatro, ou melhor a “minha” família especial, e depois de jantar tive algumas pessoas para comerem bolo lá em casa. Fomos poucos, menos do que é habitual, mas bons!

Pró ano espero que estejam mais presentes!

Beta

sexta-feira, 17 de abril de 2009

euromilhões (texto repetido no blog da beta)

Estação de Alcântara-Mar, 25 de Março de 2009, pelas 18h

Nessa quarta-feira que fui ao Hospital Egas Moniz com a Sofia para visitar a minha sogra e na passagem subterrânea da estação fomos abordadas por um suposto inglês que, muito aflito, nos perguntou se falávamos inglês e se o podíamos ajudar. Tinha sido roubado ou tinha perdido a carteira que levava à cintura (com gestos ajudava à explicação) e pedia se lhe podíamos dar dinheiro porque estava numa casa na outra banda e não tinha como lá chegar. O dinheiro, os documentos, tudo se tinha perdido.

Aconselhei-o a ir à Embaixada mas alegou que aquela hora já não estava ninguém e disse para ir à Polícia e respondeu que já lá tinha ido mas não o tinham ajudado. Disse-lhe que lamentava mas não tinha dinheiro comigo e seguimos viagem.

A Sofia ainda comentou que tinha pena dele, que era uma situação chata, etc. e o facto é que achei tudo muito estranho e fiquei algo desconfiada. Mas fomos embora e não me lembrei mais do assunto

Amoreiras, 16 de Abril de 2009, pelas 18h

Fui a uma consulta às Amoreiras e quando ia lá a chegar ouvi chamar: "Can you help me, please?" A voz pareceu-me conhecida, mas não me voltei e ouvi dizer em seguida: "Do you speak english?" e percebi qaue era mesmo comigo, no meio daquele mar de gente que abunda por aquelas bandas àquela hora. Voltei-me e dei de caras com ele, reconheci-o imediatamente, mas ele não me reconheceu.
Respondi-lhe que sim, que percebia o inglês e o que ele queria. Respondeu-me, aliviado, que tinha perdido a bolsa que levava à cintura (com os gestos habituais) e que...não o deixei falar mais, disse-lhe que já me tinha contado aquela história uma vez e que era tudo mentira. Ele virou as costas para ir embora bem depressa assustado e eu ainda lhe gritei que o que ele merecia era que eu chamasse a Polícia.




Um azar para o rapaz, ele deve ter ficado mesmo aflito. Deve ser difícil acertar assim na mesma pessoa, em sítios tão diferentes, mas o que é facto é que aconteceu.

Se não tivesse jogado no Euromilhões eu tinha ido a correr jogar, porque uma coisa destas deve acontecer uma vez num milhão!

Resolvi copiar o texto que escrevi no meu blog para aqui. Bem, ri-me com imensa vontade ao recordar tudo o que se passou, impressionante!

Beta

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Domingo de Páscoa, 12 de Abril de 2009


O Domingo de Páscoa foi de grande azáfama. Depois de irmos almoçar a casa dos Diogos, voltámos para casa para tratar do cabrito para o jantar em Santo Amaro. Ele já tinha sido previamente cortado, limpo de gorduras extra, temperado, banhocado, etc. e tal, na véspera, para ter um sabor apurado nas nossas mesas ao jantar.
O Orlando e eu também tratámos de fazer o arroz de miúdos, que, segundo me disseram depois, estava óptimo.
Às sete e meia mais ou menos zarpámos para Santo Amaro, onde a Lurdes já tinha tratado das batatas assadas no forno e o avô Somsen das ervilhas, favinhas, e rosbife.
Jantámos cedo, porque o avô assim queria, mas depois deixámo-nos ficar pela mesa à conversa. Acompanhada pelas sobremesas que eram muitas, desde o arroz doce ao pudim de chocolate, passando pelo pudim da Lurdes, pelos morangos com natas, bolo de chocolate, não faltando o famoso puré de maçã (estamos em Portugal, não estamos?) e pelos cafés (ai a balança...).
Deste dia não há fotografias, mas as imagens ficam-se pela nossa memória e são muitas. A Amália a lamber a colher de puré de maçã, o Zé a ir a correr pedir ao tio Orlando para lhe dar "poderes", a Ângela agarrada literalmente à papelada do estágio que muito a entusiasma, a louça para lavar, para limpar e arrumar (bom, é melhor esquecer esta parte).
Partimos para outra semana. Mais curta para alguns, com férias à mistura, mas de regresso a trabalho e aulas que não podem esperar, para a maior parte.
No sábado lá estaremos juntos de novo. Provavelmente não tantos, mas sempre muitos. Os anos do Zé esperam por nós.
E claro, agora que o Verão se aproxima e os aniversários também, vamo-nos encontrar muito mais. Depois lá para Setembro as coisas acalmarão, mas a perspectiva de um Natal e um Ano Novo a aproximar, voltarão a aquecer os nossos corações e à reunião de família usual.


Até à próxima!

Beta

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Sexta-feira Santa, 10 de Abril de 2009


Na Sexta-feira Santa lá fomos, quase todos desta vez, de armas e bagagens para Montemor-o-Novo, para os Henriques, celebrar os anos do Jan e do Henrique.

Lá estava a família da Filipa em peso, mas os Somsens batiam-nos aos pontos. E ainda faltava a coitadinha da Ângela que ficou a estagiar e do pai do Jan que ficou em casa a descansar.

Pena o tempo não ter estado muito agradável, com vento frio, mas em Abril o que é que se pode esperar?

De qualquer forma, esteve-se muito bem, deu para matar muitas saudades, para os miúdos brincarem e até para tirar fotos de família. E claro, deu também para encher a barriga de coisas que não se deviam nem beber nem comer, mas que se lixe, estávamos na Páscoa e, apesar de dia de jejum, o nosso pecou e muito.

Não sei quando estaremos todos os sete irmãos novamente juntos, ou os doze netos, por isso ficam aqui as fotos para relembrar mais tarde. Para a próxima estarão mais dois, os “Gémeos”, como serão provavelmente chamados.



Pois é, já várias vezes pedi ao Fred e à Filipa para escreverem as novidades, mas eles andam muito ocupados pelas terras de sua Majestade a fazer meninos aos pares e nem dão notícias escritas aqui.

Qualquer dia volto cá.

Beta

segunda-feira, 23 de março de 2009

A Ponte a pé



Ontem foi mais um dia de atravessar a Ponte 25 de Abril a pé, a correr, de patins, em cadeira de rodas, entre várias hipóteses.

Voltei a atravessá-la, desta vez só com a Sofia. O tempo estava propício porque estava encoberto, sem estar frio, não havia vento, para além duma brisa fresca. Como já fizemos o percurso sob sol abrasador e sob chuva, continuamos a achar ser este tempo o melhor de todos. Desta vez não temos fotos, não levámos máquina, mas basta a nossa palavra e a história do percurso que começou no comboio das 8h19 em Oeiras.

De todas as vezes que fomos, nunca apanhámos tanta gente como ontem. Demorámos quase meia hora para chegar ao garrafão das portagens, desde a estação do Pragal, mas ainda antes do tiro de partida, às 10h30. Depois foi quase em filinha indiana até entrar na ponte propriamente dita, quando começou a fluir, porque uns correram e outros afastaram-se da parte central dos furinhos.

Fizemos o percurso quase todo em marcha rápida, mas pela parte central da ponte, e por isso ainda hoje me doem os pés. É que parecendo que não, aqueles furinhos não são assim tão pequeninos e magoam os pés. Mas também aquilo não foi feito a pensar em pés, não é?

Como de costume haviam “cromos” pelo caminho, desde os homens vestidos de azul celeste, com touquinhas e rendinhas, como se fossem bebés, até à banda de jovens a tocar gaita de foles mesmo no meio da ponte.

Parece que, íamos nós a meio, um maluco qualquer saltou de um dos pilares com pára-quedas mas nós só soubemos pela televisão, já em casa. Não demos mesmo por nada.

Chegámos a Belém eram umas 11h55. Foi a vez em que fizemos o percurso mais rápido. Para a próxima vamos a correr e fazemos a meia-maratona (Devem pensar que somos doidas, não?).

Não vislumbrei sinais do fogareiro habitual e das febras a grelhar, nem das cervejas como as que se beberam das outras vezes. Talvez a crise os tenha impedido de circular desta vez.

Para o ano, se tudo correr bem, lá estaremos de novo. Quem nos quer acompanhar?

Beta

quinta-feira, 19 de março de 2009

ainda o "ao Domingo"

O Fred informou que, a partir de certa altura, passou a ser ele a fazer o pudim de domingo. Mas eu não me lembro e naturalmente isso já foi tão tarde que eu já nem morava com eles. Mas fica aqui a observação.

Beta

terça-feira, 17 de março de 2009

Ao Domingo….

Ao Domingo era um dia sempre especial. Primeiro tínhamos de ir à Missa à vila e mais tarde cada um de nós, alternadamente, passou a ter de ir à Igreja ao Estoril com o pai, porque a história da Missa não pegava. Mas essa é outra história.

O almoço era sempre muito bom. Ou rosbife, ou bifes à holandesa, ou costeletas à holandesa, ou carne assada à holandesa. Sempre carne, sempre com acompanhamentos especiais – couves de Bruxelas, feijão verde cozido, creme de alface, qualquer um servia. E havia sempre sobremesa, normalmente gelado.

E ao jantar que era o costume – sopa e pão – tínhamos sempre ou pudim ou gelatina que o pai fazia sempre no sábado. Aqueles pudins especiais que ele fazia e que eu nunca mais comi, com frutas cristalizadas e um sabor a rum (seria?) ficaram-me na memória. Um dia destes tenho de lhe perguntar como eram esses pudins feitos, para experimentar.

Se souber, depois coloco aqui no blog a receita para todos podermos partilhar essas delícias da nossa infância.

De tarde fazíamos a voltinha, de que já falei anteriormente.

Memories…